...é porque outro alguém vai chegar. (Cazuza)
Começa assim: você está vivendo tranquilamente, mais um dia, quando alguém cruza seu caminho. Tudo começa numa troca de olhares. Sem se dar conta, vocês começam uma conversa e é aí que começam as confidências, "...contando casos, besteiras. Tanta coisa em comum, deixando escapar segredos...". E a pessoa desconhecida até pouco tempo atrás passa a fazer parte da sua realidade, e você começa a sentir uma coisa estranha nascendo. Lá dentro. Abstrato. E muitas vezes a gente não quer, muitas vezes a gente tenta fugir dos sentimentos. A gente consegue por um tempo, se esforça. Mas a outra pessoa te cerca, a presença dela te cerca e você não pode fazer nada. Então você se abre e os deixa entrar, os sentimentos. Tudo numa pequena fração de segundo em que fraqueja. "...e eu não sei em que hora dizer, me dá um medo!". Aí você acaba se entregando, não há nada que se possa fazer. E ainda que você tente negar, você sabe o que se passa lá dentro. Abstrato, mais uma vez. "E eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder, sem engano". De repente a situação inverte. E os problemas surgem. Talvez as leis que regem o universo ditem que as pessoas devem se afastar quando você se entrega. E todas as palavras, atitudes, brincadeiras, todas as "armas" que a pessoa usou pra te conquistar ficam para trás. E você segue em frente achando que vão te acompanhar! E começa a paranóia "e eu já não sei se eu to misturando, eu perco o sono, lembrando em cada riso teu qualquer bandeira..." E é o fim. E a outra pessoa se vai, e você fica tentando encontrar um porquê. É, algumas pessoas são efêmeras. Algumas pessoas não se apegam, talvez sejam imunes aos sentimentos? Por que não? O grande problema é iludir as pessoas, é fazer com que elas confiem em alguém e se entreguem. Jamais desperte um sentimento em uma pessoa com a qual você não pretende ficar. Jamais provoque tudo isso sem deixar bem claro suas intenções. Porque algumas pessoas não são imunes e quando alguém nos deixa, acreditem em mim, marca muito. E, acima de tudo, dói.
ps: os trechos entre aspas são de "Eu preciso dizer que te amo", do Cazuza também.