sexta-feira, 25 de março de 2011

Pais e Filhos.

A gente sabe, desde que nasce, desde que aprende a andar, desde a primeira palavra, que nessa vida só existe uma certeza absoluta: um dia vamos morrer. A gente convive com esse peso morto nas costas, a vida inteira. É assim, simples. Quando a gente cresce e começa a entender o mundo, a gente vê que a vida não é nenhuma gracinha. A vida é difícil, é madrasta, é injusta, é cansativa...mas a gente gosta! Porque nada é inteiramente ruim. A parte boa de viver é MUITO boa, envolve amor, amigos, família, festas, doces, diversão, músicas...mas acaba. E aí é que tá: nós vivemos sabendo que um dia todos vamos morrer, mas vivemos como se a vida fosse eterna. Fazemos planos o tempo todo, a longo prazo, nunca pensando que amanhã pode ser que não estejamos mais aqui. Sempre tem alguém que você conhece com aquele papo de "viva o hoje" "viva cada minuto como se fosse o último" e eu, particularmente, sempre achei isso um saco, conversa de adolescente que não tem o que fazer, mas se você parar pra pensar, é verdade. O ideal seria termos em mente que a vida é passageira, que pode acabar a qualquer momento, que vai acabar e você não sabe quando. O ideal seria darmos mais valor a tudo! Porque é tudo uma incerteza. A vida não é eterna, embora pareça. E isso é um assunto que eu tenho na cabeça agora, que me assusta e que me renderia um texto gigantesco. Mas vou parar por aqui e, o Cazuza que não fique com ciúmes, mas Renato Russo tinha razão "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Reflitam!