terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Sobre ilhas, apegos e escolhas.
Me faço promessas às 03:00. Descumpro essas promessas às 03:30. Estou confiante às 03:10. Estou depressiva às 03:20. Inconstância. O problema é que tudo que não me faz bem está muito claro para mim. O que me faz sofrer, muito ou pouco, eu tenho em mente. Logo, eu sei o que eu devo fazer. Por exemplo: se eu me importo com alguém e esse alguém não dá a mínima para mim, eu sei que devo esquecer e por um fim na história. Então eu prometo que farei isso. E não cumpro! Não cumpro porque sou um ser humano e justamente o que me faz mal é o que eu quero para mim. Aquela pessoa que nem se lembra de mim é com quem eu quero estar. O que eu realmente queria é o que eu realmente não deveria querer, então fica difícil dizer que vai superar. A distância ajuda muito, já tive essa experiência. Mas o problema é acabar se aproximando mais uma vez. Sem querer, por querer...a proximidade acaba com tudo. O ideal para se livrar de tudo que te faz mal é pegar uma muda de roupas, um shampoo, um condicionador, um sabonete, uma bolacha e partir para uma ilha deserta. Eu recomendo um ano lá. Longe de tudo, de todos. Talvez na solidão seus pensamentos te façam companhia. Cuidado! As coisas que te fazem mal vão te assombrar através de seus pensamentos. Mas você vai ter tanto tempo livre, você vai pensar tanto nas possibilidades que vai acabar ficando sem no que pensar. E quando isso acontecer, você está livre! Você vai sentir seu coração mais leve. Então, nesse momento, você estará preparado pra morar pra sempre nessa ilha. Sim, porque na primeira oportunidade que o passado tiver de vir à tona, ele virá com toda a sua força. Você vai sentir tudo de novo, vai sofrer, vai lembrar, vai reviver. Você vai estar próximo! Tudo isso me faz crer que só temos duas escolhas na vida: fazer um sacrifício esforço e tentar afastar o que não é bom; se entregar totalmente e sofrer. Só cabe a nós decidir. O que você escolheria?