terça-feira, 9 de março de 2010

2010 !

Ano que começou carregando esperanças e mais esperanças nas costas. Ano que deixou cair muitas delas pelo caminho, caminho curto aliás. Esperanças insistentes correram e pularam nas costas de 2010 mais uma vez. Terceiro ano. Terceiro colegial. último ano da escola. Nota: quando se tem duas irmãs mais velhas, que ao seus olhos sempre estiveram no colegial, nunca passa pela sua cabeça que um dia VOCÊ vai estar terminando a escola. Eu sempre achei que não passaria do ensino fundamental, mas cá estou eu, no terceirão. Certeza da faculdade que eu vou fazer, posso gritar isso pra quem quiser ouvir: JORNALIIIIISMOOOOOO ! Mas ter certeza do que se quer fazer não quer dizer que eu tenha noção de como fazer. Pretensão de morar em São Paulo. Nota: não tenho família nem dinheiro pra ir pra lá. Enquanto essas coisas não pulam pra primeiro plano, eu trabalho. Crianças de 5 para 6 anos de idade enchem o meu dia. Cansaço, mas satisfação. Em meio a gritos de "não correee" e "é assim que se faz o A maiúsculo" e "silêncio senão não vou contar uma historinha" eu me sinto bem, porque sempre gostei de crianças e elas alegram meu dia confinado na escola. É, trabalho e escola se tornaram uma única coisa, as crianças e eu estudamos no mesmo lugar. Depois das crianças: estudo ! E como a vida é uma ironia e um ciclo, volto ao fato de estar no terceiro ano: passo minha última hora de trabalho estudando na biblioteca, todos os dias. Tenho a impressão de entrar na escola às 7:30 e sair às 20:00. Em meio a tantas responsabilidades, como boa adolescente de 16 anos que sou, ainda encontro tempo pra me divertir e me preocupar com o fim de semana. Ainda me divirto ! Sinto a melancolia causada pelo fim das férias, e ainda vou sentir muito mais, o ano todo, mas posso me contentar com programinhas engraçados de sábado a noite, que nem de longe se comparam às minhas férias agitadas. O segredo são as pessoas com quem você sai. Mas todo fim de semana tem seu fim, volto à minha rotina de terceiro ano: estudar, se preocupar com vestibular, cansar e estudar de novo. É, nunca pensei que o terceiro ano fosse chegar, mas chegou, pior que chegou. Até mais, se eu sobreviver.

ps: sou dramática assim mesmo, não liguem.